segunda-feira, 24 de maio de 2010

Eletrodomésticos


Eletrodomésticos


Anos atrás, nos tempos das nossas bisavós, as mulheres eram criadas para serem excelentes donas de casa e ótimas esposas. Era preciso saber - e muito bem - lavar, passar, cozinhar, costurar, dar um trato na casa e cuidar do marido. Carreira? Imagina! Lugar de mulher era no lar. E isso, por si só, já dava um trabalhão. Dar conta das tarefas não era fácil, especialmente nos tempos em que os eletrodomésticos não existiam ou estavam dando seus primeiros passos.

Para se ter uma idéia, eletrodomésticos já circulavam na Europa e nos Estados Unidos desde o século 19. Naquela época, só as pessoas mais ricas tinham acesso a esses produtos. Havia máquinas de lavar mecânicas, geladeiras que mais pareciam armários com um compartimento para guardar gelo, máquinas de costura manuais e até ferros de passar movidos a carvão. Só quando surgiu a energia elétrica é que eles passaram a funcionar a motor. E aí, no final dos anos 80, começaram a surgir novidades, como ventiladores de teto, cafeteiras, aspiradores de pó, chaleiras elétricas e acendedor de cigarros para uso doméstico.

Somente a partir de 1900 é que foram surgindo outros produtos - a maioria deles sem design algum, com motores aparecendo e um tamanho monstruoso. Nada comparado à beleza e à praticidade de hoje. Aqui no Brasil, esses produtos chegavam em enormes navios comerciais, vindos de países mais ricos. Só quando começamos a ter nossas indústrias de base, fundadas por imigrantes, é que começamos a fabricar nossos próprios eletrodomésticos. Até isso acontecer, as donas de casa brasileiras "ralaram" muito para cuidar do lar.

VEJA AQUI AS NOVIDADES EM ELETRODOMÉSTICOS

Ainda indispensáveis

Diante de tantas mudanças na vida feminina nos últimos anos como a inserção no mercado de trabalho, a possibilidade de estudar e planejar o número de filhos - a tão desejada independência - os eletrodomésticos precisaram se adaptar. "Nos anos 40 e 50, quando ainda havia essa visão da mulher exclusivamente como dona de casa, os eletrodomésticos já eram anunciados como amigos e facilitadores do trabalho doméstico. Eles evoluíram bastante, mas o conceito permanece", opina Eduardo Ayrosa, professor de comportamento do consumidor da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, e um dos pesquisadores do livro "Eletrodomésticos - Origens, História e Design no Brasil" (Fraiha Editora, 2006).

Mesmo passando cada vez menos tempo às voltas com as tarefas do lar, as mulheres ainda valorizam os eletrodomésticos - em especiais os eletroportáteis. Segundo pesquisa realizada em dezembro de 2009 com 379 mulheres brasileiras pela Sophia Mind, empresa de pesquisa e inteligência de mercado do grupo Bolsa de Mulher, 66% delas não acreditam na diminuição do uso deles. Mesmo com a compra de alimentos prontos e a correria diária, elas acreditam que os aparelhos ainda são seus aliados. A sondagem confirmou que o liquidificador é o eletroportátil com maior presença nas residências brasileiras (95%). Outros exemplos bastante citados foram a batedeira (53% dos domicílios) e o grill (37% dos domicílios).

A maior parte dos aparelhos, segundo a pesquisa, foi comprada pelas próprias entrevistadas. Porém, entre as mulheres mais novas, com menos de 30 anos, é grande o percentual de eletroportáteis que foram dados de presente. Mas há um dado curioso: mais de 90% dos domicílios possuem algum aparelho que não é mais usado com freqüência, mas também não é doado ou jogado fora. É o caso da redatora Ana Paula Diegues, de 25 anos. "Fiquei toda empolgada com um multiprocessador de alimentos que vi na TV e comprei. Usei durante uns dois meses, depois comecei a ficar com preguiça e guardei. Mas sei que um dia vou voltar a usá-lo", confessa.

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